26/07/2014

chuva não rima com ver@o



acordámos com chuva e o horizonte muito nublado.
pequeno almoço rápido antes de ir para o trabalho
 e depois surge a dúvida:
vestir a parka ou pegar nas chaves do carro?

fácil...

 
sem ter saudades da chuva conseguimos sentir a sua falta.
 

23/07/2014

a ch@ve

 
a chave que encerra todos os problemas está :
dentro de uma gaveta,
no armário escuro da roupa,
num baú,
no sótão das velharias,
no porta chaves,
dentro de um livro falso,
 por cima da soleira da porta,
quem sabe se guardada por um ogre na sua caverna,
escondida dentro de um vaso no jardim
ou no colar que pende junto ao nosso coração...
 
 
 


22/07/2014

cook @t home (muffins de mirtilos & pêra moretini)


existe na nossa região uma variedade de pêra que é:
suculenta, doce e muito sumarenta quando madura,
com a casca muito macia e com um cheiro muito próprio.

é a "irmã tímida" da pêra rocha,
que é suplantada em fama e versatilidade gastronómica.

mas, hoje utilizamo-la em muffins e não deixa nada a desejar...


 
 
 


21/07/2014

@t home cinema (run & jump)


"run & jump"
director: steph green
ireland (2013)


nova sem@na

 
enquanto não chega o nosso descanso,
há que iniciar mais alguns dias de trabalho.
 
abrimos as  janelas
e vemos o sol que nos desperta a fome matinal...
 
 
 



15/07/2014

song @t home (daughter - amsterdam)

 
 
Skin off like lightning
Breathing flames from thoraces tray
Your eyes go gray finding
You lock your gaze onto my face

Heavy-eyed, crawling on the roadside
Swinging from the street lights

I hope by the morning I will have grown back
By the morning I will have grown back
I'll escape with him, show him all my skin
Then I'll go, I'll go home, Amsterdam

I'm a flying kite in the breeze just
Restlessly seeking images a child needs to help them sleep
I've been thinking that I should see someone
Just to find out if I'm alright

By the morning I will have grown back
By the morning I will have grown back
I'll escape with him, show him all my skin
Then I'll go, I'll go home, Amsterdam...
Amsterdam

I used to dream of adventure
When I was younger with lungs miniature
But now we're killing our brain cells
Is this called living or something else
Or something else 5x

 (Tell me to come back, tell me to come back)
Or something else
(Tell me to come back, tell me to come back)

By the morning I will have grown back
(Tell me to come back, tell me to come back)
 
 
album: if you leave (2012)



c@ctus

nas situações mais delicadas,
nós retiramos os espinhos e nascem belas flores...

14/07/2014

no regresso a c@sa

 
 
no fim do dia há a calma,
tudo se reduz a encontros com perguntas e respostas,
planos para o dia seguinte,
refeição colorida e muito saborosa,
história ao deitar
e beijos até ao adormecer...
 


11/07/2014

@t home cinema (hateship loveship)

 
"hateship loveship" 
 director: liza johnson
usa (2013)
 
 
 

@ sorte

se as coisas invisíveis como:
a saúde, o amor, a paz, a paciência ou o lazer
se pudessem comprar sob a forma de frasquinhos de vidro ou em amuletos
a pequena c. estará então com muita SORTE,
devido à sua libelinha...

 




09/07/2014

cook @t home (tarte de feijão branco)

hoje em dia já ninguém se surpreende 
quando se aliam alimentos improváveis em pratos do dia a dia:
fruta a rechear carnes,
a substituição do açúcar/sal por outras soluções,
ou legumes em doçaria...

quem nunca ouviu falar da tarte de feijão branco ?

 
 
 
 
 
 
 


bom di@


bom dia


07/07/2014

song @t home (sophie hunger - le vent nous portera)


Je n'ai pas peur de la route
Faudrait voir, faut qu'on y goûte
Des méandres au creux des reins
Et tout ira bien là
Le vent nous portera

Ton message à la Grande Ourse
Et la trajectoire de la course
Un instantané de velours
Même s'il ne sert à rien va
Le vent l'emportera
Tout disparaîtra mais
Le vent nous portera

La caresse et la mitraille
Et cette plaie qui nous tiraille
Le palais des autres jours
D'hier et demain
Le vent les portera

Génetique en bandouillère
Des chromosomes dans l'atmosphère
Des taxis pour les galaxies
Et mon tapis volant dis ?
Le vent l'emportera
Tout disparaîtra mais
Le vent nous portera

Ce parfum de nos années mortes
Ce qui peut frapper à ta porte
Infinité de destins
On en pose un et qu'est-ce qu'on en retient?
Le vent l'emportera

Pendant que la marée monte
Et que chacun refait ses comptes
J'emmène au creux de mon ombre
Des poussières de toi
Le vent les portera
Tout disparaîtra mais
Le vent nous portera
 
 
álbum: 1983 (2010)



poem@ "assim a casa seja" - lídia jorge

 
 
 
Assim a Casa Seja
 
Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada

Voltaste, já voltaste
Já entras como sempre
Abrandas os teus passos
E paras no tapete

Então que uma luz arda
E assim o fogo aqueça
Os dedos bem unidos
Movidos pela pressa.

Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Voltaste, já voltei
Também cheia de pressa
De dar-te, na parede
O beijo que me peças

Então que a sombra agite
E assim a imagem faça
Os rostos de nós dois
Unidos pela graça.

Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada

Amor, o que será
Mais certo que o futuro
Se nele é para habitar
A escolha do mais puro

Já fuma o nosso fumo
Já sobra a nossa manta
Já veio o nosso sono
Fechar-nos a garganta.

Então que os cílios olhem
E assim a casa seja
A árvore do Outono
Coberta de cereja.

Lídia Jorge, (Inédito)