02/12/2014

é tempo de @quecer

já se sente o vento gelado que trás com ele
o inverno que se aproxima de forma imponente.

 é altura de :
reunirmos os troncos de lenha mais fina e acendermos a lareira,
aconchegarmos os cachecóis e as golas de lã,
comermos bolos com cheiro e sabor a ervas doces,
fazermos sestas debaixo de uma manta polar,
bebermos chá bem quente,
brincarmos de dragão com o vapor da manhã,
sermos felizes...


  


   

01/12/2014

@t window shop


nesta montra recuperamos as cores tradicionais do natal:
verde, vermelho & branco 
em texturas e materiais como:
madeira, papel, lã & ferro. 


BOAS FESTAS




 
 
 


mês do n@tal

 
chegou o mês que vem decorado com:
fitas, bolinhas, azevinho,
luzes que brilham em árvores,
coroas em ramos de pinheiro,
vermelho, dourado, verde e todas as cores do mundo.
 
cá em casa já cheira a açúcar, canela & erva-doce...
 

 


28/11/2014

cook @t home (molho de pesto)


com o fim de semana à porta
nem sempre temos vontade de seguir à risca as receitas dos livros.
desta vez substituímos os pinhões por nozes 
e fizemos um molho de pesto.

é um molho simples de se fazer e que vai bem em:
esparguete, massa fusili,
tempero de peixe grelhado,
recheio de batata assada no forno, cobertura de tostas, etc.

26/11/2014

@t home cinema (the one i love)


"the one i love"
director: charlie mcdowell
united states (2014)



a @rte de mário cesariny


um poema e uma tela de um poeta/pintor 
mário cesariny
(n. 9 de Agosto de 1923 / m. 26 de Novembro de 2006)




No País

(...) e no país no país e no país país 
onde as lindas lindas raparigas são só até ao pescoço
e o pescoço que bom é só até ao artelho
ao passo que o artelho, de proporções mais nobres,
chega a atingir o cérebro e as flores da cabeça,
recordo os meus amores liames indestrutíveis
e vejo uma panóplia cidadã do mundo
a dormir nos meus braços liames indestrutíveis
para que eu escreva com ela, só até à ilharga,
 a grande história do amor só até ao pescoço (...)

        excerto do poema "no país" de Mário Cesariny, in 'Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano' (1952)


in carvalhal


24/11/2014

cook @t home (sumo de anona)

sempre que olhamos para o nosso prato
a coisa tem de se dar isto é,
tem de haver uma retribuição entre o saudável e o colorido.

jamais será o caso do fruto que consumimos amiúde... a anona.
não é bonita, nem apetece levar um saco cheio para casa,
o toque, a textura, o cheiro não são os melhores
e os caroços bem pretos não ajudam aos elogios.

no entanto, tem um sabor muito doce 
e bastante suportável para fazer esquecer tudo o resto.

boa semana...

 


21/11/2014

a pé pela m@nhã

o acaso faz-nos ir a pé para o trabalho
e reencontrar sítios que não víamos há tanto tempo.
passamos à porta da casa de famílias onde:
há cães a ladrar num terreno,
alguém varre o caminho cheio de folhas de um quintal ,
uma mãe sai de carteira na mão para comprar o pão da manhã,
pessoas caminham deixando um eco na rua,
 ouve-se uma porta a abrir.
mas sobretudo há um enorme silêncio no meio de todas as casas.



pelo caminho há bolotas, fetos e raminhos secos...e por aí vamos.


18/11/2014

@t home cinema (une histoire d' amour)



"une histoire d' amour" 
director: hélène fillières 
france (2013)


qu@ndo está frio no tempo do frio


"passa luz"  em tijolo de vidro



Quando Está Frio no Tempo do Frio

Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar —
No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"


16/11/2014

preparar mais uma sem@na

fim de semana:
momentos ternurentos com o  novo amiguinho sötnos,
em busca de inspiração para o natal,
cheiro a baunilha pela casa fora,
miminhos no novo membro da família,
bigodes de leite, 
muitas saudades de decorar uma casa,
restabelecer forças para mais uma semana de trabalho longo...



14/11/2014

keep c@lm it's a boy


a partir de hoje
temos no nosso calendário um novo dia para celebrar em família.

bem vindo pequeno G.